Nas suas mãos e nas dos seus companheiros, as peles, os sinos, os tubos, as madeiras, as pinhas, as canas, até os bombos, transformaram-se em utensílios nobres, para a construção de polirritmias que devem tanto à música portuguesa como a África, ao Brasil e à Índia, quando não a batimentos ainda mais primevos. Rui Júnior representa não só a emancipação e dignificação de uma classe de instrumentos, as percussões, como a instauração de uma estética que hoje é cultivada em todo o mundo e que tem tido, em Portugal, numerosos seguidores.
Percussionista . Pedagogo
Percussionista, compositor e coreógrafo, Rui Júnior nasceu em Vila Nova de Gaia, a 23 de abril de 1956.
Desde criança começou a interessar-se por música, tocando caixa a partir dos 6 anos, nos Mareantes do Rio Douro, e mais tarde bongós, congas, tablas entre outros instrumentos de percussão.
Aos 6 anos emigrou com os pais para a Alemanha, regressando a Portugal 5 anos depois. Aos 19 anos foi para Marrocos, França e depois Bélgica onde estudou percussão a nível particular com Mustapha El Iraki e Lou MacConnell (1980 – 1981). Após o seu regresso a Portugal em 1982, foi professor na Escola de Jazz no Porto entre 1986 e 1987, tendo integrado diversos projectos de jazz, música popular portuguesa e recriação da música tradicional portuguesa, com especial destaque para a sua colaboração em fonogramas de Júlio Pereira, Fausto, José Afonso, José Mário Branco, Sérgio Godinho, Janita Salomé, Vitorino, Rão Kyao, Jorge Palma, António Pinho Vargas, Amélia Muge, João Afonso e Carlos Barretto, entre outros.
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