Toca Rufar - Projecto de Percussão | Acções de Formação

Toca Rufar - Projecto de Percussão

Testemunhos

Ação de Formação

O potencial dos Instrumentos de percussão tradicionais portugueses no ensino da música

Reflexão

Formadora: Rui Júnior

Formanda: Ana Maria Sousa Martins

Ser professor hoje, implica um processo contínuo de aprendizagem. Como professora de Educação Musical, ao longo da minha carreira, foi sempre meu propósito procurar formação que me permitisse manter atualizada, tanto na área científica como pedagógica. Procuro aprofundar os meus conhecimentos, e reformular a minha prática educativa, numa atitude de crescimento e enriquecimento pessoal e profissional ao longo da vida. Na minha perspetiva, a formação, para além de contribuir para a qualidade do ensino, constitui um espaço privilegiado de reflexão, contactar com profissionais que se encontram em realidades escolares diferentes do meu, partilhar metodologias diferentes… e aprender.

Em contexto de sala de aula, com os alunos do 2º ciclo, procuro que as vivências musicais se desenvolvam em torno de atividades práticas que integrem o Escutar, Vivenciar, Marchar e Interpretar cantando/tocando. Priorizo contextos de aprendizagem ativa, envolvendo os alunos na audição musical conjugada com atividades rítmicas, pois torna-os mais recetivos à aprendizagem. As atividades de reprodução rítmica são sempre realizam com muito empenho, e interesse pelos alunos. Por isso procuro ser cuidadosa na escolha e seleção das obras musicais, recursos e propostas de atividades auditivas, para que os alunos desfrutem do prazer musical.

Esta formação, no âmbito dos instrumentos de percussão tradicionais portugueses, revelou-se uma mais-valia, tanto para mim como para os meus alunos. Consciencializei-me de que duas ou três pequenas frases rítmicas, podem resultar numa grande peça rítmica, permitindo aos alunos vivenciar antes de teorizar, conceitos como ritmo, timbre, forma, dinâmica altura e conteúdos que fazem parte do programa.  

Eu pessoalmente saí mais rica porque tomei conhecimento das potencialidades dos bombos e técnicas que para mim eram desconhecidas. Ao nível de trabalho e postura perante os meus alunos, foi positivo avivar e relembrar que só é possível aprender e ser reconhecido pelos alunos, se for sempre coerente e mantiver uma postura de disciplina e rigor. 

Esta ação para além de ter contribuído para melhorar a minha prática educativa, constituiu um espaço privilegiado para vivenciar e fruir momentos de grande satisfação.

Para mim, foi uma experiencia muito gratificante e enriquecedora, que me permitiu poder levar para a sala de aula, uma nova formas de trabalhar com os meus alunos.

Vila Nova de Gaia 17 de maio de 2016

Ana Martins

Partilhando a nossa experiência educamos e ensinamos outros a educar através do bombo e promovemos o florescimento de novas orquestras de percussão tradicional e novos inesperados projectos educativos inspirados na cultura portuguesa.

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